quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MULHERES DA MINHA VIDA

Parece até agora, que na formação da minha existência, da minha formação profissional existiram somente homens de grande significado. Com o qual, não custa sempre lembrá-los, reverenciá-los.
  • Meu avô, com certeza uma das figuras mais importantes, sempre foi um lutador até seus 93 anos bem vividos, tendo como um dos seus objetivos não nos deixar só.
  • Meu pai, homem culto, sonhador incondicional, muito jovem foi vítima de um AVC, lamentavelmente nos deixou.
  • O pai dos meus filhos, que mesmo separados pela incompatibilidade dos nossos gênios, presenteou-me com bens preciosos: Meus filhos Rodrigo e Luis Antônio, que são verdadeiramente a razão da minha vida.
  • Meus dois irmãos, penso que já deixei claro o quanto eles são importantes no meu viver.

Mas hoje, quero falar de cinco mulheres, valorosas mulheres, que foram também fundamentais na formação de meu caráter.

Talvez não posso medir a importância, por isso vou respeitar a ordem cronológica.

  • Bisavó - Maria José - Tive a oportunidade de dizer muitas vezes como era gostoso e quentinho o seu chale de lã que aquecia meus pés, enquanto estudava ou preparava as aulas do dia seguinte - carinho gostoso - calor humano.
  • Avó - Dona Nina - Sem saber ler, incentivava o estudo, onde costumava dizer que esta é a única herança que ninguém nos tira.
  • Tia Maria - Minha madrinha - Foi através de seu exemplo de calma e resignação que me ensinou valores efetivamente importantes. Irmã mais nova de minha Vó, entretanto sempre foi mais irmã de minha mãe e sempre nosso apoio nas horas difíceis e parceira nas horas alegres.
  • Tia Ita - Sem filhos, nos adotou a todos, parceira nos momentos críticos, dividindo conosco a difícil tarea de assistir e dar assistência a meu pai doente.

Todas já se foram, mas não morrerram, estão em alguma estrela, com certeza espalhando a luz radiosa que vem do seu interior iluminando nossos caminhos.

  • A quinta mulher - Minha Mãe - Mulher Maravilha - Sempre presença constante, sustentáculo de minha vida. Ajudando a criar meus filhos permitiu-me que constinuasse a estudar, trabalhar, enfim crescer profissionalmente.

Com certeza, este apoio familiar, estes exemplos de vida, mostro no meu dia a dia, como educadora que sou, acredito que estes são valores que não saem de moda, valores que nos tornam gente, seres humanos melhores e felizes.

Um abraço,

Mara

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coração de Menino

Tentei várias maneiras de falar de um menino. De um menino muito especial em minha vida e que hoje, já não mais tão menino (é dois anos mais velho que eu), mas que conserva o coração de um menino sempre disposto a crescer e aprender mais.
Formado aspirante em 1970 na Polícia Militar do RS, dedicou sua vida profissional galgando todos os postos na sua valorosa Brigada Militar, paixão maior de sua vida.
Mas não quero destacar sua trajetória de vida militar coroada de medalhas e muito sucesso e que com fecho de ouro encerrou-se em 2000, cumprindo 30 anos de real exercício na profissão.
Quero hoje, de coração aberto, com orgulho, dizer para meu "mano velho", (é o jeito carinhoso que eu o chamo) como fiquei envaidecida quando recebi recentemente(12/08/2009) seu convite de formatura no Curso de Direito.
Filho exemplar, pai e avô dedicado, muitas vezes deixou que sua mana descançasse em seu ombro, acalentando seus sonhos e fortalecendo sua esperança.
Mais uma vez meu mano, teu exemplo me incentivou e a tua persistência me encarajou a persistir e lutar pelos meus sonhos.
Parabéns mais uma vez por tua conquista.
Muito obrigado por teres este coração de menino. Este coração que me contagiou, revigorando meu coração de menina. Te amo.
Mara

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Coisas da Infância...Que a gente não esquece!

Hoje acordei pensando n0 meu avô. Pensando em coisas que aprendi com ele. Não faz muito que ele se foi... e ainda sinto muito falta dele.
Principalmente quando preciso rever alguns conceitos.
E como ele me conhecia e acreditava na minha obstinação em conquistar e perseguir meus objetivos.
Penso em tudo que ele nos ensinou sobre honestidade, justiça, perseverança.
Ensinou que nem sempre a gente ganha, e nem sempre a gente acerta. Mas ensinou que é perdendo e errando que a gente cresce e aprende.
Mas o grande encanto de meu avô, era encarar as dificuldades sempre com muita esperança. Esperança de dias melhores.
Confiava nos amigos, e nos mostrou o valor das grandes amizades e também como conservá-las.
Sinceridade no agir sem transformar seu caráter, mesmo sendo rude e austéro quando necessário. Sem nunca perder a ternura.
Vô Velho, Vô Barão, mescla de rei e de papail noel. Presente mais do que nunca, hoje, em minha vida.
Muito obrigado!
Aos nossos amigos...
Um abraço
Mara

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Professora. Mãe de filhos alheios!

E se é para falar de amor, e se vamos falar de educar com amor, não se pode desconsiderar a importância da origem de tudo. A família!
Julgada por muitos, ao meu ver equivocadamente, uma instituição falida ou em vias de desintegrar-se sob a prevalecência da maquinização, sem sombra de dúvida é o início do milagre da vida.
Dois seres apaixonados se conhecem, namoram, ficam noivos, casam-se. Vem os filhos e todos são "felizes" para sempre.
Sem demagogia, acredito no amor e acreditando no amor, acredito na família.
Devo a minha família, a base de todas as realizações de minha vida.
Ensinamentos, apoio, carinho que superaram todas as dificuldades próprias de qualquer processo evolutivo. Assim, cresci, estudei, constitui familia e apoiada neste amor, criei e eduquei dois filhos maravilhosos que hoje formados, independentes são orgulhos de todos nós.
E é esta história de vida que procuro propagar no dia a dia de minha carreira profissional.
Ouvi certo dia, e não esqueço: "Professora, mãe de filhos alheios!"
Por isso, prego diariamente a importância da família.
Perto ou longe, morando junto ou não, é o laço familiar que nos fortifica e tempera o "aço" do qual somos constituídos.
Na falta deste laço, cada vez mais cabe a nós professores oferecer nosso ombro amigo, nosso carinho e sobretudo a indicação do melhor caminho à seguir.
Cabe a nós professores chamar para a escola a família, bem constituída ou não, e juntos suprirmos as necessidades dos menos favorecidos que em nós enxergam a esperança e a chance de ser feliz.
Conto contigo pai, professor, funcionário e aluno, pois batalhar é preciso.
Vamos formar uma corrente tão sólida, que alicerçará a possibilidade para que todos possam encontrar a felicidade.

Um abraço

Mara

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Educação é Missão de Amor!

Como se falar de ensinar e aprender a amar quando temos como referencial o que pensa um irmão, quase filho. Mesmo sendo psicanalista conhecedor da alma humana, não precisaria da ciência que professa para tecer qualquer opinião sobre minha pessoa.
Mas, me sinto orgulhosa, e aí se nota a base de nossa formação familiar refletindo o que hoje somos.
Nasci em Santa Cruz do Sul.
Estudei no então Colégio Normal Sagrado Coração de Jesus dirigido por imãs franciscanas, que destinava-se à formação de professoras (lá só estudavam meninas).
No compasso daquela época, não muito diferente do que é hoje, a escola particular era cara, e escolas de formação referenciais só eram possível para as elites.
Filha e neta de funcionários públicos daerianos (título que recebia quem trabalhava no DAER), fui bolsista na citada escola graças aos esforços de meus avós, sem nunca ter sido reprovada e conclui o Curso Normal em 1970.
Atuando como professora (iniciei quando cursava o 3º ano), fiz concurso e ingressei no ensino municipal em 1971. A história deste período o André já relatou.
Em 1976, seguindo meus familiares, adotei Cachoeira do Sul como minha cidade, exercendo o magistério municipal no então Grupo Escolar Dr Getúlio Vargas e cursando a Faculdade de Estudos Sociais na extinta Funvale.
Em outubro de 1979, ingressei no magistério público estadual como contratada, no também extinto Ginásio Estadual Duque de Caxias, em Agudo.
Concursada e aprovada, na espera de meu 2º filho, consegui remanejo em 1981 para a Escola Cândida Fortes Brandão realizando o sonho que alimentei desde minha chegada em Cachoeira.
Meu filho mais velho ingressa comigo no Cândida iniciando estudos na 1ª série.
Com o nascimento de meu filho mais novo em 1981, iniciou-se no Cândida minha história de educadora.
Cursei Licenciatura Plena em História, e desde então quanto mais ensinava, mais ia aprendendo a amar.
Alfabetizei, fui professora de História, Geografia, EMC, OSPB, bibliotecária, secretária, mecanógrafa, além de participar do CPM , Grêmio Estudantil e conselho escolar como conselheira.
Em 1993, tendo sido convidada pela direção, assumi a vice- direção, e a força da fatalidade me fez diretora.
Concorrendo várias vezes, só fui eleita em 2001, assumindo em 2002 o cargo que ainda ocupo.
Nestes 28 anos , fiz da Escola Cândida a extensão da minha casa, da minha família.
Entre encontros e desencontros, fiz amigos, eduquei meus filhos e alunos, aprimorei meus conhecimentos e desperto cada manhã na grande ansia de ensinar e ensinando, aprendendo a amar.
Vivemos num mundo onde os conceitos são atualizados a cada dia, mas sempre acho moderno aquele que reza que " Educar é missão de amor!"
Hoje, tenho a pretensão de concorrer mais uma vez à direção da Escola, encerrando assim, com chave de ouro minha trajetória profissional.
Para tanto, gostaria de contar com a participação de todos, contando inclusive, que avaliem essa possibilidade.
De coração e mente aberta, espero o comentário e depoimento de cada um: Colegas, alunos, pais, amigos, enfim de toda a comunidade escolar.
Conto com todos vocês!
Um grande abraço
Mara Venina Machado